Já pensou na possibilidade de que o próprio sistema de publicação e financiamento de pesquisas científicas tenha criado um viés em que as demandas dos pacientes mais graves sejam negligenciadas? No episódio 361 falamos sobre como o sistema de cuidado tende a privilegiar pacientes mais bem articulados e com quadros mais leves, enquanto os casos graves competem por recursos cada vez mais escassos. No episódio 362 exploro a hipótese de que o mesmo mecanismo se repete na pesquisa em psiquiatria. Usando dados sobre o financiamento do NIMH e um estudo sueco de priorização de perguntas de pesquisa feito com pacientes, familiares e clínicos, discuto como a agenda científica também tem seus “temas preferidos”, e o que isso significa para quem trata pacientes com transtornos mentais graves. Esse você não pode perder!
Em uma produtiva conversa com o psiquiatra Saulo Castel, há muito estabelecido no Canadá, ele mencionou um artigo de 1985, intitulado “Mais e mais é menos e menos: o mito da enorme demanda em psiquiatria”. Trata-se de um clássico que há décadas desenvolveu uma idéia que permanece atual: de que uma necessidade crescente, já enorme e não atendida de serviços de saúde mental é, em grande medida, um mito gerado e perpetuado por processos internos ao próprio sistema de cuidado e pela busca de soluções rápidas pela sociedade. Espero que aproveite esta reflexão!
A cada dez episódios uma entrevista no PQU Podcast! Desta vez a Maria Clara e eu tivemos o prazer de receber no estúdio, o psiquiatra Alcion Sponhotz Junior. Escutando essa conversa, você, psiquiatra em formação, vai ter um exemplo do que consideramos uma carreira bem equilibrada entre assistência, ensino e pesquisa. Muito trabalho e muitas realizações práticas, conheçam o Alcion!
No episódio 359 do PQU Podcast, desenvolvemos a ideia de que a relação médico-paciente é única, singular e peculiar; que somente progride de maneira saudável quando delimitada pelo enquadramento ético, que é o solo onde se cultiva a aliança terapêutica, e que dela pode surgir um tipo especial de amor, de médico/terapeuta para com o paciente, a Clínia. Esse é para escutar com atenção!
Muito além do consultório e do manejo tardio de transtornos psiquiátricos, qual é o verdadeiro papel do psiquiatra na prevenção e na educação contra a violência sexual? No episódio 358 do PQU Podcast, discutimos como o psiquiatra deve atuar como agente de transformação, liderando o letramento social na mídia, nas instituições e realizando o matriciamento de equipes de saúde para aumentar a chance de detecção precoce de casos. O destaque é a prevenção primária — através da orientação técnica a pais e responsáveis sobre a autonomia da criança — e secundária, com o uso de perguntas simples de rastreio pelos médicos assistentes e equipes de saúde, que são capazes de evitar o desenvolvimento de comorbidades crônicas e graves. A psiquiatria tem um dever educativo e comunitário fundamental, e convido você a acompanhar esse debate técnico necessário. O episódio já está disponível em todas as plataformas e também no nosso site, em pqupodcast.com.br. Te aguardo lá!
Motivado pela notícia de uma proposta do governo Norte Americano de reestruturação da assistência em saúde mental naquele país, resolvi convocar a seleção PQU para mais um episódio da seção Entre Nós. Recebi no estúdio da Vira Disco Maria Clara, Thiago e Luiz Alberto para refletirmos sobre alguns temas e tentarmos afrouxarmos alguns nós de nossa prática. • Excessos no diagnóstico psiquiátrico • Medicalização da normalidade • Prescrição excessiva de psicotrópicos • A necessidade de uma assistência em saúde mental plural, baseada em evidências e integrada O PQU é vanguarda! Todos estes assuntos são recorrentes em nosso podcast. Reconhecemos tratar-se de temas complexos e, portanto, sem soluções simples. Dependem de mudanças na cultura médica e nas expectativas da população. Participe desta discussão!
No episódio 356 do PQU Podcast, apresentamos e comentamos o livro “Medicine and Culture”, de 1988, um clássico que discorre sobre a influência da cultura na prática médica, muito maior do que pensamos, e demonstra que a medicina não é baseada somente em ciência objetiva. Depois de apresentar brevemente as conclusões da autora, a jornalista Lynn Payer, sobre as diferenças na prática médica entre Alemanha, França, Inglaterra e Estados Unidos, abordaremos o que ela conta sobre a prática da psiquiatria nesses países. Por fim, falamos algo da miscigenação da prática médica em nosso país. Fato é que escutar esse episódio, colega em formação, vai lhe proporcionar melhor compreensão do seu papel na sociedade e da sua prática. Por isso, esse você não pode perder!
Olá! No episódio 355 do PQU Podcast, incluímos a Vortioxetina ao nosso fichário de psicofármacos. Analisamos as diretrizes do CANMAT 2023, que a posicionam como primeira linha para o Transtorno Depressivo Maior. Discutimos detalhadamente as suas vantagens de tolerabilidade — como o menor impacto no peso, na função sexual e no embotamento afetivo —, além de fazer uma avaliação baseada no mecanismo glutamatérgico que justifica seu impacto na anedonia. Fazemos também uma análise crítica sobre os limites dos testes de laboratório em medir a real recuperação cognitiva na vida dos pacientes. Convidamos você a escutar o episódio completo em pqupodcast.com.br ou no seu tocador favorito. Esperamos por você. Um abraço!
Você, psiquiatra em formação, possivelmente já percebeu que a nossa prática pode envolver seguimentos que se assemelham a guerras longas, cujo único desfecho possível parece ser a humilhante e definitiva derrota. São os manejos de transtornos descritos como resistentes, refratários ou, como preferimos, de difícil manejo. O episódio 354 do PQU Podcast é sobre eles, e em que a estratégia britânica na 2ª guerra mundial pode contribuir nessa abordagem. Não perca!
No episódio 353 do PQU Podcast conversamos com Altino Bessa Marques Filho, amigo muito querido de longa data, Professor do Departamento de Psiquiatria da FAMERP, que mantém o atendimento em consultório privado e foi Médico Assistente da Hospital Dr Adolfo Bezerra de Menezes por 48 anos. Ele nos falou de duas grandes paixões – psiquiatria e música – e de seu trabalho incansável na promoção de eventos para disseminação de conhecimentos psiquiátricos e psicoeducação de pacientes e familiares deles. Vale a pena escutar. Músicas tocadas no episódio: • Meu Patinho Feio (Altino e Zé Celso) • Samba de Breque da Borderline (Altino) • Satanjo (Altino e Zé Celso)