A psicoterapia interpessoal é uma abordagem psicoterápica breve que visa aliviar o sofrimento causado pelo transtorno mental e melhorar o funcionamento interpessoal do paciente. Seu foco específico é nos relacionamentos interpessoais, com o objetivo de ajudar o paciente a melhorá-los, mudar suas expectativas a respeito deles e auxiliá-lo a incrementar seu suporte social. Ela é uma das poucas abordagens psicoterápicas submetidas à validação da eficácia em ensaios clínicos controlados, inclusive em combinação com tratamento medicamentoso.

Inauguramos hoje uma nova seção do PQU Podcast: entrevistas com profissionais de reconhecida competência em psiquiatria, psicofarmacologia, psicologia e filosofia. O primeiro entrevistado é Maurício de Assis Tostes, médico do Serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ) e organizador do livro “Desencontro do médico com o paciente. O que pensam os médicos?” (2014), que aborda de maneira inédita, criativa e abrangente a questão da relação médico-paciente nas suas diversas facetas.

O STAR*D, cuja tradução livre seria “Alternativas sequenciais de tratamento para aliviar a depressão” foi um grande estudo multicêntrico idealizado com a intenção explícita de preencher a lacuna existente entre a pesquisa e a clínica no que diz respeito ao tratamento medicamentoso de pacientes ambulatoriais com depressão recorrente e sem sintomas psicóticos. Ele forneceu dados empíricos robustos, uma vez que derivados de acompanhamento de pacientes bem parecidos com os que vemos na nossa prática, que passam a subsidiar decisões do cotidiano de um consultório psiquiátrico.

Há mais de 30 anos o médico psiquiatra e pesquisador Alex Pokorny publicava um artigo em que apresentava dados de uma coorte de pacientes com potencial risco suicida, e defendia a alegação de que o conceito de predição de risco suicida não era clinicamente útil. Décadas depois, este clássico artigo ainda me parece muito atual!

Neste episódio vou apresentar um artigo que investiga as chances de uma paciente desenvolver Esquizofrenia ou Transtorno Bipolar após um diagnóstico de Transtorno Psicótico Induzido por Substâncias. Além disto teremos a participação do Dr Gabriel Elias de Oliveira, supervisor do Ambulatório de Primeiro Episódio Psicótico, que descreveu o protocolo deste serviço de referencia ao diagnosticar um pacientes com Episódio Psicótico Induzido.

Raciocínio clínico é o que faz o médico com as informações obtidas da anamnese do paciente realizada com interesse e método para compreender o conjunto de queixas e a cronologia do quadro clínico que ele apresenta. O conhecimento teórico, a experiência, a entrevista psiquiátrica e a relação médico-paciente subsidiam o raciocínio clínico do psiquiatra. Ele, o raciocínio clínico, por sua vez, conduzirá ao diagnóstico passando pela formulação de caso.