Há mais de 30 anos o médico psiquiatra e pesquisador Alex Pokorny publicava um artigo em que apresentava dados de uma coorte de pacientes com potencial risco suicida, e defendia a alegação de que o conceito de predição de risco suicida não era clinicamente útil. Décadas depois, este clássico artigo ainda me parece muito atual!

Neste episódio vou apresentar um artigo que investiga as chances de uma paciente desenvolver Esquizofrenia ou Transtorno Bipolar após um diagnóstico de Transtorno Psicótico Induzido por Substâncias. Além disto teremos a participação do Dr Gabriel Elias de Oliveira, supervisor do Ambulatório de Primeiro Episódio Psicótico, que descreveu o protocolo deste serviço de referencia ao diagnosticar um pacientes com Episódio Psicótico Induzido.

Raciocínio clínico é o que faz o médico com as informações obtidas da anamnese do paciente realizada com interesse e método para compreender o conjunto de queixas e a cronologia do quadro clínico que ele apresenta. O conhecimento teórico, a experiência, a entrevista psiquiátrica e a relação médico-paciente subsidiam o raciocínio clínico do psiquiatra. Ele, o raciocínio clínico, por sua vez, conduzirá ao diagnóstico passando pela formulação de caso.

Neste episódio apresento os resultados de um levantamento feito na França mostrando uma clara dissociação entre teoria e prática na prescrição de antidepressivos por psiquiatras. Não há porque imaginar que em nosso meio seja diferente e isso nos força a uma reflexão sobre o assunto com vistas ao aprimoramento de nossa prática clínica.