Neste episódio apresento os resultados de um levantamento feito na França mostrando uma clara dissociação entre teoria e prática na prescrição de antidepressivos por psiquiatras. Não há porque imaginar que em nosso meio seja diferente e isso nos força a uma reflexão sobre o assunto com vistas ao aprimoramento de nossa prática clínica.

Algumas vezes médicos e pacientes esperam resultados diferentes do tratamento a que ambos estão dedicando-se. Esta discordância pode gerar um impasse na relação médico paciente e influenciar até mesmo os resultados de tal tratamento. O estudo que apresento neste episódio ilumina esta questão com alguns dados científicos.

Não foram poucas as contribuições da psicanálise para a prática médica em geral, e psiquiátrica em particular, especificamente nas questões relacionadas à relação médico-paciente. Destaco alguns conceitos psicanalíticos que ilustram essa contribuição: inconsciente, singularidade do indivíduo, transferência, contratransferência, resistência e aliança terapêutica.

Será que a Depressão, um transtorno mental, ocasiona limitações físicas, sociais e profissionais que justifiquem um afastamento profissional, por exemplo? Ainda hoje muitos pensam que não. Aliás, pessoas com depressão sofrem duplamente: com o desconforto ocasionado pelo transtorno em si e com a incompreensão das pessoas, desde as mais próximas até de profissionais de saúde.

Poucos momentos da relação entre um médico e seu paciente concentram tanta importância em tão poucos minutos. Ponto fundador da aliança terapêutica, momento para o paciente expressar sua agenda, seus motivos para estar na consulta médica. Por que é tão importante? Por que é tão negligenciada? Um roteiro para aperfeiçoar-se na condução desta fase.