Sou assumidamente um entusiasta da dieta cetogênica, mas, poderia ela ser um tratamento para transtornos psiquiátricos? Mais especificamente para depressão? Para responder estas perguntas, chamamos o especialista. E é por isto que o Fabiano Alves Gomes, psiquiatra e recém-assumido Professor Assistente da Queens University School of Medicine em Kingston no Canadá, comandará este episódio do PQU Podcast!
A encefalite anti NMDA é uma condição que me intriga desde suas primeiras descrições, em 2007 e 2008. Apesar de rara, trata-se do diagnóstico mais comum entre as psicoses de origem autoimune e sua pronta identificação e tratamento pode significar a diferença entre a resposta terapêutica completa ou a instalação de um quadro clínico crônico e de difícil controle. Diante de um paciente, com sintomas psicóticos atípicos e indicativos de origem em uma condição médica geral ou neurológica, um dos diagnósticos diferenciais deve ser psicose autoimune e, mais especificamente, a encefalite anti NMDA.
Ao finalizar a primeira consulta com um paciente, oferecemos o telefone do consultório e o celular para que o paciente entre em contato caso seja necessário. Achamos importante deixar um canal aberto com o paciente entre as consultas para uma eventualidade qualquer. Sabemos, no entanto, que, além dos benefícios, isso pode causar problemas. Tem ideia de quais são e de como manejá-los? E como lidar com a sobrecarga que isso representa para o médico que se dispõe a atender telefonemas e responder mensagens de seus pacientes no dia a dia? São estas as questões que vamos responder neste episódio do PQU Podcast.
A cada 10 episódios do PQU Podcast, uma entrevista! Nesse conversamos com Mário Eduardo Costa Pereira. Professor Titular em Psicopatologia Clínica pela Universidade de Provence/Aix-Marseille I, Livre docente em Psicopatologia pela UNICAMP, onde atualmente é professor associado do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas e dirige o Laboratório de Psicopatologia: Sujeito e Singularidade. Em nossa opinião, a entrevista está imperdível. Se você não o conhece, chegou a hora! Sua trajetória profissional, suas ideias e reflexões sobre a psiquiatria estão aqui no PQU Podcast.
O Transtorno delirante é um diagnóstico muito útil na prática clínica, mas realmente representa um transtorno independente, com sinais e sintomas, evolução e tratamento específicos? No episódio de hoje do PQU Podcast apresento dois artigos que investigam as mudanças ocorridas no conceito de Transtorno delirante no último século.

O tratamento da dor é um desafio dos mais difíceis para a medicina. Não é à toa que muitas especialidades médicas se ocupam do tema. A psiquiatria poderia ser uma delas? São muitas as interfaces entre a experiência dolorosa e o funcionamento da mente, dor crônica e transtornos psiquiátricos, mas, deveria por isto a medicina da dor fazer parte da formação básica de todo psiquiatra?
O Professor Miguel Roberto Jorge é um exemplo de dedicação à vida acadêmica e associativa. Fez de tudo um pouco, como ele próprio diz, na Unifesp; foi Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Diretor da Associação Mundial de Psiquiatria, Diretor da Associação Médica Brasileira e atualmente é o Presidente da Associação Médica Mundial. Temos certeza de que você vai apreciar tanto quanto nós a conversa que tivemos com ele.
O meio cultural em que o paciente cresceu e vive tem impacto direto na maneira como percebe seu sofrimento mental e como comunica seus problemas. O entrevistador diligente se vale de estratégias de entrevista que o auxiliam a contornar a barreira causada por diferenças culturais, facilitam o planejamento do tratamento, promovam a adesão e aumentem a satisfação do paciente com o atendimento.
É durante a já difícil tarefa de colher dados válidos e fidedignos sobre uma variedade de sinais e sintomas que o psiquiatra precisa, de maneira habilidosa e sutil, conduzir uma entrevista que permita e estimule o paciente a narrar as histórias de sua vida, seus sentimentos, suas opiniões, os valores que norteiam suas escolhas. No episódio de hoje do PQU podcast vamos falar sobre essa complexa tarefa.
Como na milenar parábola dos cegos que tentam decifrar as formas de um elefante, nós tentamos, a partir de diversas disciplinas distintas, entender toda a complexidade do transtorno depressivo maior e seu tratamento. O psiquiatra e pesquisador Charles Nemeroff escreveu uma revisão sobre o assunto, e é isto que vou apesentar e comentar para você neste episódio do PQU Podcast!