Inauguramos hoje uma nova seção do PQU Podcast: entrevistas com profissionais de reconhecida competência em psiquiatria, psicofarmacologia, psicologia e filosofia. O primeiro entrevistado é Maurício de Assis Tostes, médico do Serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ) e organizador do livro “Desencontro do médico com o paciente. O que pensam os médicos?” (2014), que aborda de maneira inédita, criativa e abrangente a questão da relação médico-paciente nas suas diversas facetas.

Há mais de 30 anos o médico psiquiatra e pesquisador Alex Pokorny publicava um artigo em que apresentava dados de uma coorte de pacientes com potencial risco suicida, e defendia a alegação de que o conceito de predição de risco suicida não era clinicamente útil. Décadas depois, este clássico artigo ainda me parece muito atual!

Neste episódio vou apresentar um artigo que investiga as chances de uma paciente desenvolver Esquizofrenia ou Transtorno Bipolar após um diagnóstico de Transtorno Psicótico Induzido por Substâncias. Além disto teremos a participação do Dr Gabriel Elias de Oliveira, supervisor do Ambulatório de Primeiro Episódio Psicótico, que descreveu o protocolo deste serviço de referencia ao diagnosticar um pacientes com Episódio Psicótico Induzido.

Algumas vezes médicos e pacientes esperam resultados diferentes do tratamento a que ambos estão dedicando-se. Esta discordância pode gerar um impasse na relação médico paciente e influenciar até mesmo os resultados de tal tratamento. O estudo que apresento neste episódio ilumina esta questão com alguns dados científicos.

Poucos momentos da relação entre um médico e seu paciente concentram tanta importância em tão poucos minutos. Ponto fundador da aliança terapêutica, momento para o paciente expressar sua agenda, seus motivos para estar na consulta médica. Por que é tão importante? Por que é tão negligenciada? Um roteiro para aperfeiçoar-se na condução desta fase.