Nos prolegômenos do livro “Clinical Psychopharmacology: Principles and practice”, do Nassir Ghaemi, lançado no primeiro semestre de 2019, lista dez falácias e dez verdades da Psicofarmacologia. Nesse episódio apresentamos e comentamos uma a uma as verdades. É útil e benéfico, em tempos de tantas fake news, revisitar conceitos legítimos que, devidamente respeitados, contribuem para a boa prática clínica.

A Fibromialgia é uma condição crônica de etiologia desconhecida caracterizada por dor crônica difusa que frequentemente coexiste com perturbações do sono, distúrbios cognitivos e fadiga. Embora alterações inflamatórias, infecciosas e autoimunes já tenham sido aventadas na sua etiopatogenia, muito poucas evidências sustentam tais teses. Além disso, ela frequentemente está associada com depressão e ansiedade patológica, fato que permite que se perpetue a dúvida: a fibromialgia é uma entidade clínica independente ou uma faceta de depressão?

Aquele seu paciente, independentemente do diagnóstico – depressão, TOC, transtorno de pânico ou esquizofrenia – e que não está evoluindo bem depois de pelo menos três tratamentos corretamente realizados (em termos de duração e dose de medicamentos ou de técnica, frequência e aproveitamento de abordagens psicoterápicas) provavelmente será considerado portador de um quadro resistente, refratário ou, de maneira mais realista, a nosso ver, de difícil manejo.

Nas últimas semanas o seu feed de notícias provavelmente foi tomado por intensas reações sobre o fato de o Ministério da Saúde facilitar e estimular os hospitais a oferecerem aos pacientes o tratamento por eletroconvulsoterapia. Um Deputado federal disse o seguinte sobre o tema “...aí vem um ministério e tenta fazer uma coisa mais obscurantista ainda, retomando eras medievais”. O PQU Podcast não está interessado em tretas de redes sociais, como você já sabe, aqui é evidência com opinião! Então vamos a elas!

Paciente em uso de antidepressivo faz episódio maníaco ou hipomaníaco. E aí? Bipolar? Para o DSM 4 não, mas o DSM 5 mudou as regras, e a resposta, então, é sim! Neste ultimo episódio do PQU Podcast no ano de 2018 investiguei as evidências que embasaram esta mudança no manual diagnóstico, e como não poderia deixar de ser, dei minha opinião.

O que fazer quando diante de paciente em uso de esquema medicamentoso complexo, montado por outro colega, ou por mais de um, que veio se tratar consigo? Neste episódio do PQU Podcast conversaremos sobre como desconstruir e depois reconstruir esquema de polipsicofarmacoterapia. Como se faz isso? Basicamente, de duas maneiras, excludentes: do jeito certo ou do jeito errado. Apresentaremos um modo correto de fazê-lo. Não é seguramente o único, mas fundamentado em bom senso e raciocínio clínico estruturado.

Iatrogenia é alteração patológica causada no paciente por procedimento médico de qualquer tipo, seja diagnóstico ou terapêutico. Nesse episódio do PQU Podcast aborda-se a iatrogenia farmacológica em psiquiatria; os danos provocados no paciente por medicamentos prescritos pelo psiquiatra. Mais especificamente, fala-se de discinesia tardia, síndrome maligna do neuroléptico e dependência a benzodiazepínicos, mas a revisão engloba também a maioria dos efeitos colaterais e complicações do uso de psicofármacos.

Os dois grandes sistemas de diagnóstico psiquiátrico em vigor, o DSM e a CID, incluem como critério definidor de transtorno mental o grau de prejuízo que ele acarreta, já que não existem marcadores biológicos para os transtornos mentais. Mas será que, quando e se forem descobertos tais marcadores, esse critério será descartado? Achamos que não.

Quando utilizar a polifarmacoterapia, o uso simultâneo de vários psicofármacos, em psiquiatria? Nos casos difíceis. Também é a regra em alguns transtornos mentais. E por que? Em busca da melhora completa, da remissão sustentada e da recuperação sintomática e funcional do paciente. Agora o X da questão: como fazer? Essa resposta será desenvolvida em duas partes, geral e específica, nesse episódio do PQU Podcast.