O congresso cérebro, comportamentos e emoções, o Brain, como ficou conhecido está imperdível este ano! E é por considerar que congressos de qualidade como este são importantes na formação do psiquiatra que resolvemos fazer um “esquenta”. Para aquecer os motores, conversamos com os dois presidentes do congresso, o André Palmini e o André Brunoni, e também com a Anna Paula Macarini, colega psiquiatra, professora e entusiasta do Brain.
O bônus de ser psiquiatra está contemplado em praticamente todos os episódios do PQU Podcast, de maneira mais ou menos clara, mas e o ônus? Pois é, ele existe e não é pequeno. São vários os encargos pesados, difíceis e desagradáveis exigidos pelo bom exercício da nossa especialidade. No episódio 157 do PQU Podcast, o Vinícius e eu conversamos sobre eles. Ilustramos com experiências próprias e discorremos sobre o que pode ajudar na preparação para essas dificuldades e que providências tomar se e quando elas ocorrerem.
Nesse episódio do PQU Podcast, o 153, defino psicopatologia e apresento cinco razões pelas quais um psiquiatra precisa estudar essa disciplina de maneira sistemática e continuada. Justifico-as com o auxílio de professores renomados na área. Por fim, enfatizo o quanto a psiquiatria necessita da psicopatologia e, por extensão, que nós, psiquiatras, também. Depois de ouvir me diga se fui convincente.
Desde os primórdios, dos tempos mais remotos de que temos notícia, reconhece-se a existência de ansiedade como emoção normal e necessária, de casos em que ela está ausente e daqueles em que ela é claramente excessiva. No episódio 151 do PQU Podcast vou lhes narrar como se deu a variação das fronteiras entre esses estados e de seu entendimento com o passar do tempo e a evolução da cultura ocidental.

O tratamento da dor é um desafio dos mais difíceis para a medicina. Não é à toa que muitas especialidades médicas se ocupam do tema. A psiquiatria poderia ser uma delas? São muitas as interfaces entre a experiência dolorosa e o funcionamento da mente, dor crônica e transtornos psiquiátricos, mas, deveria por isto a medicina da dor fazer parte da formação básica de todo psiquiatra?

Já faz algum tempo que o Vinícius e eu denominamos de conjunto mente-cérebro à dupla dinâmica e indissociável formada pela mente, pelo cérebro e pelo fosso existente entre eles. Nesse episódio conversamos sobre a proposta de Thomas Fuchs, professor catedrático da clínica psiquiátrica da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, sobre o desenvolvimento e as funções do cérebro, apresentadas no livro “Ecology of the brain”, de 2018. Ele diz que a fenomenologia é a via para compreensão da singularidade de cada indivíduo, mas incorpora nessa visão os conhecimentos derivados dos avanços da neurociência.

Esse episódio do PQU Podcast baseia-se em artigo de Julian Leff, professor emérito do Instituto de Psiquiatria do King’s College, em Londres. Ele próprio descreveu esse texto como uma colcha de retalhos, uma colagem, que incorpora muito do que ele aprendeu, observou e vivenciou ao longo de sua longa e prolífica carreira como psiquiatra e pesquisador. Ao que ele relatou acrescentei algo de minha experiência pessoal nesses campos de atuação e do que conversei com amigos psiquiatras com experiência clínica e em pesquisa muito maior que a minha.

Nos prolegômenos do livro “Clinical Psychopharmacology: Principles and practice”, lançado no primeiro semestre de 2019, Nassir Ghaemi lista dez falácias e dez verdades da Psicofarmacologia. Nesse episódio apresentamos e comentamos uma a uma as falácias. Não concordamos com todas, mas é inegável que a argumentação do autor merece respeito e nos obriga a refletir. Algumas inclusive colocam em cheque o que temos advogado como boa prática clínica em diversos episódios do PQU Podcast.