Por que e como a mente adoece? Esta é uma pergunta com a qual nós clínicos nos deparamos diariamente. Kenneth Kendler publicou um artigo em 2008 no American Journal of Psychiatry intitulado “Modelos explicativos de transtornos psiquiátricos” em que discute suas ideias sobre como podemos entender o processo do adoecimento mental. Longe de dar uma resposta definitiva, o professor e pesquisador propõe um modelo bastante útil. Vamos às ideias de Kendler!

Neste episódio apresento algumas curiosidades históricas e informações básicas sobre o ensaio clínico. Um mínimo de conhecimento sobre o que é e para que serve um ensaio clínico, fonte mais confiável de informações válidas para a pesquisa e a prática clínica, é absolutamente necessário para que se possa ler, compreender e interpretar um artigo científico relacionado ao assunto.

Nesse episódio apresento e comento a segunda edição do livro “The perspectives of psychiatry”, de Paul McHugh e Phillip Slavney, professores da Johns Hopkins School of Medicine, de 1998. Sua proposta pluralista para a psiquiatria, inspirada na fenomenologia de Karl Jaspers, é considerada muito válida por conta do rigor metodológico com que trata as observações; de seu ecumenismo, desapegada de correntes ou partidos científicos; e do ceticismo necessário para se lidar com propostas simplistas para problemas complexos.

A psicoterapia interpessoal é uma abordagem psicoterápica breve que visa aliviar o sofrimento causado pelo transtorno mental e melhorar o funcionamento interpessoal do paciente. Seu foco específico é nos relacionamentos interpessoais, com o objetivo de ajudar o paciente a melhorá-los, mudar suas expectativas a respeito deles e auxiliá-lo a incrementar seu suporte social. Ela é uma das poucas abordagens psicoterápicas submetidas à validação da eficácia em ensaios clínicos controlados, inclusive em combinação com tratamento medicamentoso.

Raciocínio clínico é o que faz o médico com as informações obtidas da anamnese do paciente realizada com interesse e método para compreender o conjunto de queixas e a cronologia do quadro clínico que ele apresenta. O conhecimento teórico, a experiência, a entrevista psiquiátrica e a relação médico-paciente subsidiam o raciocínio clínico do psiquiatra. Ele, o raciocínio clínico, por sua vez, conduzirá ao diagnóstico passando pela formulação de caso.

Não foram poucas as contribuições da psicanálise para a prática médica em geral, e psiquiátrica em particular, especificamente nas questões relacionadas à relação médico-paciente. Destaco alguns conceitos psicanalíticos que ilustram essa contribuição: inconsciente, singularidade do indivíduo, transferência, contratransferência, resistência e aliança terapêutica.
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