Um paciente agitado e com potencial para tornar-se agressivo é uma das situações mais desafiadoras na psiquiatria e pode desestabilizar mesmo as Unidades de Emergência mais bem estruturadas, as equipes mais bem treinadas os médicos mais experientes. No episódio de hoje misturei evidências e experiência para organizar um protocolo básico para o atendimento de pacientes agitados. Espero que gostem!

Neste episódio do PQU Podcast apresentamos e comentamos um algoritmo para o tratamento farmacológico do Transtorno de Ansiedade Generalizada elaborado pelo programa de residência em psiquiatria Harvard South Shore, vinculado à Faculdade de Medicina de Harvard. Lembre-se de que o TAG é muito frequentemente comórbido com outros transtornos psiquiátricos, fato que deve ser levado em conta quando se prescreve um medicamento para auxiliar no seu controle.

Como nós clínicos podemos responder a questionamentos de nossos pacientes a respeito da relação entre maconha e transtornos psiquiátricos? Esta tarefa pode ser particularmente difícil em época de paixões sobre o tema. Legalização, descriminalização, uso medicinal, tudo isto pode desviar o assunto daquilo que realmente interessa entre as quatro paredes de um consultório médico: o impacto do uso da cannabis para o paciente e seu tratamento.

Usar ou não lítio em pacientes gestantes? A literatura sobre o assunto simplesmente não para de mudar. A janela de oportunidade para o uso desta medicação na gestação vive mudando e nós precisamos nos mantermos atualizados! Discuto neste episódio um artigo recentemente publicado no Lancet, que a meu ver deveria nos deixar mais conservadores quanto a esta prática!

O TOC se caracteriza por obsessões (pensamentos, imagens e impulsos mentais recorrentes) ou compulsões (comportamentos repetitivos, rituais e contrapensamentos), frequentemente acompanhados de comportamentos de evitação. Por muito tempo, ele foi considerado pouco frequente. Sua prevalência hoje é estimada entre 1 a 3% da população, bem maior do que se pensava. Não só isso mudou. Neste episódio do PQU Podcast apresento revisão atualizada sobre diagnóstico e tratamento do TOC.

Nesse episódio descrevo e comento os principais artigos derivados do estudo CATIE - “Clinical Antipsychotic Trials of Intervention Effectiveness” – concebido, patrocinado e realizado pelo NIMH, com o intuito de verificar a efetividade de antipsicóticos de segunda geração em comparação com um de primeira geração. Seus resultados, alguns surpreendentes e outros previsíveis, enriqueceram os debates sobre a eficácia relativa dos antipsicóticos e nosso entendimento sobre seu valor terapêutico e as verdadeiras diferenças entre os diferentes tipos de medicamentos dessa classe.

O STAR*D, cuja tradução livre seria “Alternativas sequenciais de tratamento para aliviar a depressão” foi um grande estudo multicêntrico idealizado com a intenção explícita de preencher a lacuna existente entre a pesquisa e a clínica no que diz respeito ao tratamento medicamentoso de pacientes ambulatoriais com depressão recorrente e sem sintomas psicóticos. Ele forneceu dados empíricos robustos, uma vez que derivados de acompanhamento de pacientes bem parecidos com os que vemos na nossa prática, que passam a subsidiar decisões do cotidiano de um consultório psiquiátrico.