Um artigo me chamou atenção quando lia uma revisão sistemática com metanálise sobre a utilidade da testagem farmacogenética na obtenção de remissão de depressão com tratamento farmacológico. É ele que será destrinchado nesse episódio do PQU Podcast, aliás, um típico representante do estilo pague um e leve dois. Ou melhor, escute a leitura crítica de um artigo e leve, de lambuja, a de outro. Além disso, escutando nesse episódio você receberá mais uma dose do nosso esquema de imunização contra tapeações travestidas de ciência de ponta.
Neste episódio do PQU Podcast faço leitura crítica de estudo publicado em março/2020, na Journal of the American Geriatrics Society, intitulado “O risco de ferimentos na cabeça associado com uso de antipsicóticos em pessoas com Doença de Alzheimer”. Ele, à primeira vista, me pareceu muito bem feito. Vamos checar juntos.

Neste episódio do PQU Podcast um alerta: não acredite em tudo o que você lê como ciência, seja crítico! Os problemas na ciência atual vão da escolha da metodologia a ser aplicada, passam pela análise estatística empregada e chegam ao uso de estratégias retóricas para inflar resultados. Parafraseando Churchil, a ciência é a pior forma de produção de conhecimento, com exceção de todas as demais!

Toxina Botulínica para tratamento de depressão?! Este é um tópico que há muito tempo me intriga. No episódio de hoje farei uma leitura crítica de um ensaio clínico que testou o uso de toxina botulínica A em região glabelar para, ao diminuir a expressão facial de emoções negativas, auxiliar no tratamento de pacientes depressivos. O objetivo deste episódio não é a aplicação prática dos resultados, mas sim a discussão dos problemas e qualidades do estudo! Sorria!

Inauguramos com esse episódio uma nova seção do PQU Podcast, que denominamos “Leitura Crítica”. A ideia é apresentar-lhe artigos científicos chamando atenção para seus pontos fortes e fragilidades. Com isso em mente, achamos que seria justo e poderia ser interessante que descrevêssemos nosso método de leitura de um artigo científico. Seguramente não é o único, mas foi desenvolvido e apurado ao longo de décadas de muitas e muitas leituras e análises crítica de artigos científicos.